Brasil aproxima ações de clima e florestas

Brasil aproxima ações de clima e florestas

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Secretário de Mudanças Climáticas do MMA reúne-se com diretor da FAO para para discutir oportunidades de adaptação e de redução de emissões relacionadas à mudança do uso da terra.

LUCAS TOLENTINO

O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Everton Lucero, e o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano, reuniram-se nesta quarta-feira (20/07), em Roma, na 23ª Sessão do Comitê de Florestas, que ocorre até o fim desta semana. No encontro, foi discutido o papel da FAO em questões ligadas à mudança do clima.

A intenção é estreitar as políticas brasileiras com as medidas desenvolvidas pela FAO. “O MMA tem interesse em trabalhar com a FAO em diversos projetos de cooperação nos setores de agricultura e florestas”, reiterou Everton Lucero. O secretário acrescentou que a cooperação Sul-Sul com países da Bacia do Congo está entre as prioridades. “Com o apoio da FAO, o Brasil oferecerá (a esses países) capacitação em monitoramento de desmatamento”, explicou.

REDUÇÃO DE EMISSÕES

Os resultados já alcançados pelo Brasil no combate ao corte ilegal de árvores foi apresentado como um dos principais responsáveis pelo corte de carbono em território nacional. Segundo Lucero, o trabalho com os países da Bacia do Congo ocorrerá com base nessa experiência brasileira “com o monitoramento da Amazônia, cujos resultados muito contribuíram para a redução das emissões brasileiras de gases de efeito estufa na última década”.

O encontro com a direção-geral da FAO contou, ainda, com a participação da diretora de Políticas para o Combate ao Desmatamento do MMA, Thelma Krug, o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Marcus Vinícius Alves, e a representante do Brasil junto à FAO, embaixadora Maria Laura Rocha.

SAIBA MAIS

O Comitê de Florestas (COFO) é o mais alto órgão sobre o tema da FAO. As sessões bienais do COFO ocorrem na sede da FAO, em Roma, e juntam representantes de serviços florestais de governo para identificar e desenvolver políticas e questões técnicas, procurar soluções e para definir ações necessárias. Outras organizações internacionais e não-governamentais também participam do Comitê, que é aberto a todos os países-membros da FAO.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Brasil já é o 4º maior plantador de florestas

Brasil já é o 4º maior plantador de florestas

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Neste domingo, dia 17, é comemorado o Dia de Proteção às Florestas. País avança no cultivo comercial

 As florestas plantadas no Brasil se estendem, atualmente, por cerca de 7 milhões de hectares, em sua grande maioria composta de pínus e eucalipto. Sua produção é destinada à indústria de papel e celulose, carvão vegetal, madeira serrada, produtos de madeira sólida e madeira processada, além da borracha. No próximo domingo, 17, é comemorado o Dia de Proteção às Florestas e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações de agricultura e pecuária prestam homenagem a todos os produtores que cultivam e preservam as florestas brasileiras por meio de manejo correto e sustentável.

Além de pinus e eucalipto, espécies como seringueira, acácia, paricá, teca, araucária e pópulus também estão entre as mais cultivadas. O estado de Minas Gerais lidera em área plantada, contando 1,49 milhão de hectares, seguido por São Paulo, com 1,18 milhão, Paraná, 817 mil, Bahia 616 mil e Santa Catarina com 645 mil hectares. Juntos, estes estados abrangem 72% da superfície nacional de florestas plantadas.

Atualmente, o país é um dos maiores produtores de floresta plantada no mundo e em 4º lugar no ranking mundial dos produtores de celulose. Em 2014, a produção brasileira de celulose totalizou 16,4 milhões de toneladas. Para aumento dos plantios, ampliação e construção de fábricas, até 2020, estima-se investimentos de R$ 53 bilhões, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).

Benefícios – Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso ou manejo da terra, nos quais são combinados espécies arbóreas (frutíferas e madeireiras) com cultivos agrícolas e criação de animais, de forma simultânea ou em sequência temporal, que promovem benefícios econômicos e ecológicos.

Para o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Walter Vieira Rezende, “o solo é o principal patrimônio do produtor rural, e os SAFs surgem como uma alternativa para otimização do uso da terra ao conciliar a produção de alimentos com a produção florestal, conservando o solo e diminuindo a pressão pelo uso da terra para o cultivo agrícola.

Áreas de vegetação sem expressão econômica ou social podem ser reabilitadas e usadas racionalmente por meio de práticas agroflorestais, agregando valor à propriedade”, conclui.

Fonte: Brasil Florestal