Em 13° lugar, Brasil está longe de ser um dos países que mais usam agrotóxicos.

Em 13° lugar, Brasil está longe de ser um dos países que mais usam agrotóxicos.

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Dados do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), apontam que a agricultura brasileira usou cerca de 539 mil toneladas de pesticidas em 2017 com um gasto de US$ 8,8 bilhões, segundo a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). No ranking de uso por hectare, o Brasil foi o 7º, com gasto equivalente a US$ 111. O Japão, que levou a medalha de ouro, aplicou US$ 455. Já por produto agrícola produzido, o país foi o 13º, com US$ 8. O Japão, ainda em 1º, gastou US$ 95.
Vale destacar que o Japão possui área de mais de 377 mil km², o que equivale ao tamanho do Mato Grosso do Sul. Já o território do Brasil, é de 8 milhões e 500 mil km², cerca de 22 vezes o Japão.
Fonte do site : ( agrosaber.com.br)

Potencial agro-ambiental do Brasil é ressaltado em painel na COP 23

Potencial agro-ambiental do Brasil é ressaltado em painel na COP 23

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Potencial agro-ambiental do Brasil é ressaltado em painel na COP 23

Um painel realizado no espaço Brasil na Conferência das Partes para Mudança do Clima (COP 23), em Bom (Alemanha), discutiu a competitividade da agricultura de baixa emissão de carbono no país. Representantes de instituições brasileiras abordaram os avanços do Plano ABC e os desafios ainda encontrados para expansão e reconhecimento interno e externo.

O potencial do país em ser uma potência agro-ambiental foi destacado pelos participantes do painel organizado pela Centro de Estudo em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas. De acordo com eles, o Brasil tem tudo para ser reconhecido mundialmente pela sua capacidade de conciliar a produção agropecuária com a preservação do meio ambiente, contribuindo não apenas para baixa emissão de carbono, mas também para uma agricultura carbono negativo.

Avanços significativos já foram dados com o Plano ABC, Cadastro Ambiental Rural e o Código Florestal. Um exemplo é a adoção da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em 11,5 milhões de hectares, ultrapassando de maneira antecipada a meta voluntária estipulada pelo governo federal em 2009 para aumentar em 4 milhões a área com o sistema produtivo até 2020.

“O Brasil é um ator fundamental no equacionamento da segurança alimentar no mundo. Mas tem que fazer isso de forma sustentável. E a agricultura de baixo carbono é uma introdução muito importante nesse cenário. Uma adição. Nós já temos uma coisa muito boa e é fundamental que a gente continue progredindo, melhorando. A Embrapa tem feito um esforço extremamente relevante. Na verdade a Embrapa é uma das razões do sucesso da agropecuária brasileira e precisa continuar contribuindo”, destacou o embaixador e presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), Roberto Jaguaribe.

Para o embaixador, o Brasil precisa estar ainda mais presente nas grandes discussões sobre a agricultura no mundo e mostrar sua capacidade de produção sustentável.

“O Brasil tem uma percepção muito menos positiva do que a realidade produtiva brasileira. E a gente está fazendo um esforço para trabalhar na redução dessa distância. As demandas ambientais são todas extremamente relevantes, para não dizer fundamentais. Mas existe um componente demagógico que a gente precisa superar. Para isso é preciso engajar outros atores fora do país que tenham uma visão mais realista, mais racional, mais lúcida sobre a realidade brasileira”, disse o embaixador se referindo à interesses comerciais que são ocultados em demandas ambientais internacionais.

O pesquisador da Embrapa e presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, uma parceria público privada para fomento dos sistemas integrados de produção agropecuária, Renato Rodrigues, destaca a vanguarda do Brasil na produção sustentável quando comparado a outros países produtores de alimentos no mundo.

“O Brasil está muito à frente de todos os outros países, principalmente os grandes players da agricultura mundial, como Estados Unidos, Argentina e tantos outros. Nós temos uma tecnologia, um sistema de produção, uma política pública, instituições organizadas e articuladas buscando melhorar cada vez mais o sistema de produção. E é isso que a gente vem fazendo tanto pela Embrapa quanto pela Rede ILPF, buscando cada vez mais melhorar esse sistema de produção, oferecer mais benefícios ao produtor e também levar junto essa agenda ambiental”, afirmou.

Desafios

Para que o país seja devidamente reconhecido como uma potência agro-ambiental entretanto, ainda é preciso avançar na ampliação do crédito às tecnologias de baixa emissão de carbono, facilitando o acesso aos pequenos e médios produtores, além de fortalecer a assistência técnica no país.

Para os painelistas, um exemplo disso é a pequena participação do Programa ABC, linha de crédito para as tecnologias de baixa emissão de carbono, em relação ao total do Plano Safra. Porém, ressaltaram que as técnicas sustentáveis não são dependentes apenas da linha de crédito oficial.

 “Nem só via crédito tem havido o crescimento da adoção dessas tecnologias”, ressaltou o pesquisador da GV Agro Ângelo Costa Gurgel.

Rede ILPF na COP

A Rede ILPF está participando da COP 23 divulgando a tecnologia de integração lavoura-pecuária- floresta (ILPF) e buscando junto a fundos internacionais apoio financeiro para a implantação de um projeto chamado “Programa de Segurança Alimentar e Nutricional, Valorização do Campo e Tecnificação da Agricultura Tropical: ILPF, a alternativa para a agricultura do amanhã”.

A proposta, elaborada pela Rede ILPF, prevê ações para os próximos dez anos e busca captar 1 bilhão de dólares junto a instituições internacionais.

O programa é composto por oito eixos que englobam desde ações para certificação de propriedades que adotem os sistemas ILPF até ações que fomentem a assistência técnica e incentivem a adoção da tecnologia. Também entram no programa ações de comunicação e de valorização da agricultura brasileira e a transferência de tecnologias de ILPF para a África, América Latina e Caribe.

A Rede ILPF é uma parceria público-privada criada em 2012 para fomentar a adoção dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta no país. Fazem parte atualmente da Rede além da Embrapa, a Cocamar, Dow Agrosciences, John Deere, Parker e Syngenta.

 

Próxima onda de frio deste inverno chega em agosto e traz o risco de geadas

Próxima onda de frio deste inverno chega em agosto e traz o risco de geadas

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A meteorologia prevê outras três ondas de frio que devem trazer geadas para as áreas produtoras do Centro-Sul do país. A próxima massa de ar de origem polar vai chegar à região Sul no início de agosto e vai derrubar as temperaturas, que podem ficar negativas principalmente entre o Rio Grande do Sul e o Paraná. Depois temos outra prevista para o fim de agosto e uma terceira para meados de setembro. Pelo menos por enquanto, nenhuma das três terá a intensidade e a duração da que atingiu o Brasil no dia 12 de junho.

A massa de ar frio desta semana derrubou as temperaturas, mas não foi tão intensa quando comparada com a de junho. Mesmo assim, o sistema provocou geadas nos três estados produtores de trigo do Sul e em alguns municípios de Mato Grosso do Sul, São Paulo e centro-sul de Minas Gerais.

Como o plantio no Paraná começou e terminou mais cedo em relação ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, aproximadamente 8% das lavouras se encontravam em fase de florescimento no fim da semana passada e o restante estava em fase de desenvolvimento vegetativo.

As geadas acabaram afetando negativamente apenas as lavouras em fase de florescimento que devem registrar perdas pontuais de produtividade. A geada não afetou muito o trigo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, uma vez que 100% dessas lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, um estágio que é bem tolerante à geada.

O plantio do trigo terminou no Estado do Paraná na semana passada e apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina continuam com a semeadura do cereal. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina aproximadamente 85% das áreas haviam sido semeadas até a semana passada.

Como as chuvas das últimas semanas foram de baixo volume acumulado neste dois Estados, a umidade do solo caiu. Por esse motivo, alguns produtores tiveram que fazer o replantio e por isso, os trabalhos ainda não foram finalizados.

A partir de agora, essa massa de ar frio começa a perder força e as temperaturas sobem um pouco mais nos próximos dias, tanto as mínimas quanto as máximas. Por esse motivo, o tempo segue firme no Sul do País e o potencial para a formação de geadas diminui.

Na verdade, ainda há risco para gear nos municípios mais elevados dos três Estados até o fim da semana, principalmente nas áreas de serra, mas a geada deve ser menos intensa e abrangente. De maneira geral, as condições continuam boas para as lavouras de trigo do Sul do País, de acordo com informações da Somar Meteorologia.

Com o tempo firme e as temperaturas mais amenas, o solo continua com bons níveis de umidade o que favorece o término do plantio entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do bom desenvolvimento das lavouras do Paraná.
Fonte: Canal Rural

Empresa desenvolve primeira variedade de cana geneticamente modificada

Empresa desenvolve primeira variedade de cana geneticamente modificada

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A primeira variedade de cana-de-açúcar geneticamente modificada, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), está prestes a ser lançada no mercado. Ela promete ser resistente a pragas, entre elas a broca. O mercado canavieiro estima que esse problema cause cerca de R$ 5 bilhões de prejuízos por ano ao setor, o que equivale a 5% do que o mercado movimenta conforme cálculo do CTC.

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Em 2013 – dados mais recentes da FAO –, o país produziu 739 milhões de toneladas – mais que o dobro do segundo colocado, Índia, que produziu no mesmo ano 341 milhões de toneladas.

O diretor da área de melhoramento genético da CTC, William Burnquist, diz que a nova variedade vai simplificar o controle de pragas. Segundo ele, não será necessário fazer o uso de defensivos agrícolas, pois a nova cana-de-açúcar será resistente a pragas. “Na prática a variedade é 100% resistente a pragas. Como nas outras culturas, temos que tomar outras medidas para controle, como o manejo que acompanha essa variedade, a quantidade que você precisa plantar, o local. São necessários cuidados para que a resistência seja aproveitada ao máximo”, explica.

Burnquist cita que um dos benefícios indiretos à lavoura com a nova variedade é o menor trânsito de máquinas, o que compacta menos o solo. Isso também faz com que menos cana seja amassada com o tráfego de tratores. “Nós estimamos, com base em testes, uma melhora de 5% a 10% de aumento da produtividade”, diz o diretor. Nessa conta estão contabilizados os melhoramentos diretos e indiretos à lavoura com a nova variedade.

Sobre os royaltes, Burnquist diz que serão cobrados em cima da quantia produzida a mais nas lavouras. “Toda a nossa tecnologia nós compartilhamos o benefício com o produtor. Vamos calcular qual o ganho e vamos capturar um terço desse aumento na produtividade”, detalha. “Se essa variedade produz 12 toneladas de cana a mais do que produzia com variedades comuns, o valor de um terço, oito toneladas nesse caso, será referente aos royaltes”, exemplifica.

Trâmite

O CTC apresentou a nova variedade de cana à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) no ano passado. Ela precisa ainda ser submetida a análise antes de ser liberada ao mercado. A desenvolvedora da variedade precisa apresentar dados de que a planta não apresenta risco para saúde, segurança da saúde animal, da segurança humana e outras informações antes de chegar ao mercado. Caso seja aprovada, a previsão é que a planta esteja disponível no mercado em 2018.

Fonte: Gazeta do Povo