Resolução aprimora legislação para combate ao desmatamento ilegal em MS

Resolução aprimora legislação para combate ao desmatamento ilegal em MS

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O secretário Jaime Verruck, avalia que é necessária a realização de um cruzamento de informações para analisar a questão do desmatamento

Na próxima quarta-feira (16) a Semade (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), publica resolução que altera a regulamentação para a retirada de árvores nativas isoladas em áreas convertidas para uso alternado do solo.

O anúncio da publicação foi feito na sexta-feira (11) pelo secretário da Semade, Jaime Verruck, durante solenidade no MP-MS (Ministério Público do Mato Grosso do Sul). “Até então, bastava que o interessado preenchesse um comunicado online no site do Imasul para obter a autorização de retirada de árvores nativas. Com o auxílio da PMA (Polícia Militar Ambiental) identificamos casos em que a legislação foi burlada e fizemos uma mudança no procedimento. A partir da publicação da nova resolução, o interessado, além de fazer voluntariamente a comunicação deve apresentar um estudo ambiental.

 A medida aprimora a legislação para o combate ao desmatamento ilegal no Estado. De acordo com o (DNA Ambiental) programa de Detecção de Desmatamento Ilegal de Vegetação Nativa, desenvolvido pelo MP, há 90.172 mil hectares de vegetação desmatados na região da Bacia do Alto Paraguai, área que, segundo o MP foi mapeada com o uso de imagens de satélite e visitas a campo por meio da operação Cervo do Pantanal, realizada entre 2013 e 2015.

O secretário Jaime Verruck, avalia que é necessária a realização de um cruzamento de informações para analisar a questão do desmatamento na região. “Temos que analisar e cruzar os dados do MP com os do Imasul (Instituto de Maeio ambiente de Mato Grosso do Sul) e outros órgãos para identificar quanto dessas supressões de vegetação foi legal. Além disso, a legislação ambiental do Estado determina que a supressão em áreas maiores, com 1 mil hectares ou mais, só ocorra após audiência pública no município além da elaboração de estudo de impactos ambientais e relatório de impactos ambientais, o que dificulta grandes desmatamentos”, finalizou o secretário.

Fonte: Agrolink

Brasil já é o 4º maior plantador de florestas

Brasil já é o 4º maior plantador de florestas

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Neste domingo, dia 17, é comemorado o Dia de Proteção às Florestas. País avança no cultivo comercial

 As florestas plantadas no Brasil se estendem, atualmente, por cerca de 7 milhões de hectares, em sua grande maioria composta de pínus e eucalipto. Sua produção é destinada à indústria de papel e celulose, carvão vegetal, madeira serrada, produtos de madeira sólida e madeira processada, além da borracha. No próximo domingo, 17, é comemorado o Dia de Proteção às Florestas e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações de agricultura e pecuária prestam homenagem a todos os produtores que cultivam e preservam as florestas brasileiras por meio de manejo correto e sustentável.

Além de pinus e eucalipto, espécies como seringueira, acácia, paricá, teca, araucária e pópulus também estão entre as mais cultivadas. O estado de Minas Gerais lidera em área plantada, contando 1,49 milhão de hectares, seguido por São Paulo, com 1,18 milhão, Paraná, 817 mil, Bahia 616 mil e Santa Catarina com 645 mil hectares. Juntos, estes estados abrangem 72% da superfície nacional de florestas plantadas.

Atualmente, o país é um dos maiores produtores de floresta plantada no mundo e em 4º lugar no ranking mundial dos produtores de celulose. Em 2014, a produção brasileira de celulose totalizou 16,4 milhões de toneladas. Para aumento dos plantios, ampliação e construção de fábricas, até 2020, estima-se investimentos de R$ 53 bilhões, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).

Benefícios – Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso ou manejo da terra, nos quais são combinados espécies arbóreas (frutíferas e madeireiras) com cultivos agrícolas e criação de animais, de forma simultânea ou em sequência temporal, que promovem benefícios econômicos e ecológicos.

Para o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Walter Vieira Rezende, “o solo é o principal patrimônio do produtor rural, e os SAFs surgem como uma alternativa para otimização do uso da terra ao conciliar a produção de alimentos com a produção florestal, conservando o solo e diminuindo a pressão pelo uso da terra para o cultivo agrícola.

Áreas de vegetação sem expressão econômica ou social podem ser reabilitadas e usadas racionalmente por meio de práticas agroflorestais, agregando valor à propriedade”, conclui.

Fonte: Brasil Florestal